quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I Infoguerra

“A primeira séria infoguerra está travada. O campo de batalha é o WikiLeaks. Vocês são as tropas” – John Perry Barlow, poeta norte-americano da linha cyberlibertária, via Twitter

As atuais redes de comunicação estão sob fogo cruzado. Os estados mais poderosos do planeta tentam silenciar todos aqueles que não fazem coro as suas vozes mistifcadoras. Quem acompanhou nas últimas semana as notícias sobre o Wikileaks, que incluem dados sobre o Brasil, viu ontem com indignação, mas sem surpresa, a prisão de Julian Assange, australiano de 39 anos, criador do WikiLeaks, que, antes de ser preso escreveu o texto "A verdade vencerá sempre".
Umberto Eco, estudioso de mídia, ensaísta e romancista, escreveu (clique aqui para ler o artigo) sobre o caso e alertou para o desespero das agências de inteligência de vários países do mundo, ao descobrirem que o Grande Irmão tinha um Grande Irmão observando-o, numa espécie de narrativa encaixada, à semelhança das bonequinhas russas, nas palavras de Eco: "A profecia orwelliana confirmou-se plenamente desde que, controlado cada movimento por telefone, cada transação efetuada, hotéis utilizados, autoestradas percorridas e assim por diante, o cidadão se foi tornando na vítima integral do olho do poder. Mas quando se demonstra, como acontece agora, que mesmo as criptas dos segredos do poder não escapam ao controlo de um pirata informático, a relação de controlo deixa de ser unidirecional e torna-se circular. O poder controla cada cidadão, mas cada cidadão, ou pelo menos um pirata informático – qual vingador do cidadão –, pode aceder a todos os segredos do poder." Quais os limites da informação? Qual a liberdade? Liberdade de quem? Para quê? As respostas ficam cada vez mais evidentes e inaceitáveis.

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