terça-feira, 12 de abril de 2011

O Olhar sobre a cidade através da Fotografia

Entrevista com o fotógrafo Tuca Vieira

Izabella Araújo¹

A cidade é, talvez, o trabalho mais complexo feito pelo ser humano. Eu vejo um grande drama humano na forma da cidade.”
Tuca Vieira




Paraisópolis- São Paulo



O fotógrafo Tuca Vieira (foto ao lado) nasceu em São Paulo, no ano de 1974. Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), em 1998. Estudou fotografia com Cláudio Feijó, Eduardo Castanho, André Douek, Nair Benedicto e Eder Chiodetto. Após morar uma temporada no exterior, voltou ao Brasil e passou a se dedicar ao fotojornalismo: trabalhou no Museu da Imagem e do Som, na Agência N-Imagens e atua como fotógrafo profissional desde 1991. Recebeu o Prêmio Folha de Jornalismo – categoria fotografia (2003), o Prêmio Grupo Nordeste de Fotografia – categoria profissional (2005) e foi contemplado no Concurso de apoio à produção de artes visuais, da Secretaria de Estado e da Cultura de São Paulo, com o qual realizou o projeto Fotografia de Rua. Fez parte da equipe de fotografia da Folha de São Paulo de 2002 a 2009. Segundo o fotógrafo “ É bonito dizer que a câmera é uma extensão do olho, mas eu vejo a câmera mais como um caderno de esboços.

Atualmente é fotógrafo independente e desenvolve projetos envolvendo a cidade, a paisagem urbana, arquitetura e urbanismo. Em 2005, juntamente com Marcelo Coelho, publicou o livro As Cidades do Brasil: São Paulo, que é um volume inaugural da coleção As cidades do Brasil, da Publifolha, que lança um olhar apurado e particular sobre a capital paulista.


Alguns trechos da entrevista feita por Simone Kraft, disponível na íntegra, em inglês, no site do fotógrafo Tuca Vieira(http://www.fototucavieira.com.br/), foram traduzidos para o português, por mim, Izabella Araújo, e podem ser conferidos abaixo. Algumas perguntas, como é o caso da 5ª, foram atualizadas e novamente respondidas por e-mail pelo fotógrafo.

Vale a pena conferir!


1)Conte-nos um pouco sobre você.

Eu sou da típica família brasileira urbana e de classe média, descendente de imigrantes europeus...

2)Você estudou línguas e literatura em primeiro lugar. Por que você decidiu se tornar fotógrafo?

Decidi ser fotógrafo antes da universidade. Quando tive que escolher um curso, eu pensei que a língua e a literatura me dariam uma boa formação, social, estética e histórica. Muitos fotógrafos que admiro não estudaram fotografia. Adoro literatura, os escritores são os melhores criadores de imagem. Kafka, Jorge Luis Borges e José Saramago, por exemplo, estão sempre na minha mente quando penso sobre a fotografia.



Rio de Janeiro- 2006

3)O que a fotografia significa para você e quais as possibilidades que ela oferece?

A fotografia é como um passaporte. Ele coloca você em algumas situações interessantes que não seria possível de outra maneira. Às vezes eu sinto que as pessoas que conheço são mais importantes do que as fotografias que eu tomo. No futuro, eu não tenho certeza se vou deixar um bom trabalho fotográfico, mas vou ter muitas histórias para contar.

4)O que você está procurando quando você processa uma imagem?

Estou sempre tentando entender onde eu estou e o que as coisas significam, e a câmera é uma excelente ferramenta para isso. A fotografia tem algo a ver com posse. Quando eu tenho uma boa imagem de um lugar, é como ter um lugar para mim, ou melhor ainda, compreender o lugar. Se eu conseguir comunicar este sentimento para outra pessoa, então eu acho que tenho uma boa imagem.

5)Você tem critérios para escolher a composição?

Depois de escolher um assunto interessante, eu tento encontrar a melhor forma de traduzir o sentimento que eu tenho ao olhar determinado “objeto”. É um processo racional e lento e a conseqüência é que algumas das minhas fotos têm uma composição rígida. Eu tento encontrar um equilíbrio. Um bom enquadramento é importante, gosto da foto em que não falta nada, onde cada canto tem o seu significado.


Centro- São Paulo

6) Por que fotografar a arquitetura urbana? Quais são as suas ambições com as suas fotografias?

Não sei se sou exatamente um fotógrafo de arquitetura. Às vezes eu me sinto mais perto dos fotógrafos de paisagem. Mas, ao invés da natureza, eu olho para as cidades. Eu gosto da expressão "selva de pedra", explica bastante sobre meu trabalho.

7)Um dos lugares mais fotografados por ti é São Paulo , mas eu suponho que agora você está explorando novas cidades, como S. Petersburgo, Berlim ...

Exatamente. Eu agora sinto que é hora de explorar lugares diferentes. Estive em Berlim ano passado, para um período de três meses. São Paulo é minha cidade e eu gosto de ver o trabalho de um fotógrafo estrangeiro sobre São Paulo. Agora quero ver como é meu olhar estrangeiro.


Berlim- 2009

8)A maioria das suas fotos revela o espaço urbano, mas dificilmente encontramos fotos de pessoas. Isso é intencional?

Não é intencional. Eu não penso muito sobre isso. Mas mesmo sem as pessoas, eu tento mostrar a presença humana por trás dos prédios. A cidade é talvez o trabalho mais complexo humano já feito. Eu vejo um grande drama humano na forma da cidade.



São Paulo- 2008

9) O que a arquitetura significa para você?

Eu morava em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, quando eu era adolescente, e eu nunca vou esquecer o impacto de visitar as obras de Niemeyer na Pampulha ou nas cidades coloniais como Ouro Preto e Sabará. A riqueza da arquitetura barroca e modernista no Brasil (e suas relações) é um exemplo maravilhoso do que este país pode oferecer para o mundo.

10) Qual a importância da arte na sua vida?

É como comida, eu não posso viver sem arte.

11)O epitáfio de seu túmulo?
"
Diz Que Fui Por Aí”



Centro - foto tirada de um apartamento no Edifício Copan

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(1) Aluna de gradução em Letras da Universidade Federal de Alagoas.

// O Projeto de extensão multipliCIDADEscrita agradece a colaboração e gentileza do fotógrafo Tuca Vieira, que além de ceder suas fotos para serem publicadas no blog, foi extremamente solidário e prestativo com o grupo. Para quem tem interesse em conhecer melhor o trabalho desse fotógrafo, acesse o site: http://www.fototucavieira.com.br/ .







segunda-feira, 11 de abril de 2011

Grafitte, uma arte urbana


Karolynne Kaya Maria Amorim Moura

(aluna graduanda do curso de Letras/UFAL)

A expressão “arte urbana” refere-se às atividades ou manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público das cidades. Essa expressão decorre de um movimento histórico, ocorrido em Los Angeles, Califórnia, no final do ano de 1970, chamadounderground” ("subterrâneo", em inglês), que significa um espaço restrito para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, ou seja, uma área para fazer artes.

A arte urbana existe como uma manifestação que surgiu associada ao pré-urbanismo ( período do século XIX, surgido na Inglaterra, criado pelo pensador Inglês Françoise Choay, a partir de reflexões e propostas acerca de como ficaria a estrutura e as relações sociais no país após a Revolução Industrial). Posteriormente, com as mudanças ocorridas, a arte passou a se associar ao urbanismo culturalista (que envolve os aspectos arquitetônicos no meio urbano decorrentes das transformações espaciais pós-revolução. Tem como principal proposta a cidade funcional, geométrica e culturalista).

Segundo a arquiteta e urbanista Ivvy Quintella, a arte urbana é uma “manifestação artística que enriquece a experiência vivencial-sensorial na cidade” (QUINTELLA, apud Domínio Público, 2009).

O fazer artístico urbano abrange várias modalidades de arte de rua, que vão desde o grafitte ao estêncil (símbolos tipográficos ou imagem figurativa) que, de modo geral, são formas de expressão de sentimentos através de desenhos. A arte urbana também abrange outras modadlidades artísticas como a dança de rua, teatro e a música, que deram origem ao movimento chamado “Hip hop”.

O “hip hop”, termo estabelecido por volta de 1968, pelo negro África Bambaataa, inspirado em movimentações cíclicas, as quais tiveram início na década de 1970, nos Estados Unidos, a partir da dança popular, sendo o “hop” (saltar) e “hip” (movimentando os quadris), seguindo com rimas faladas, ritmo, dança (break) e arte plástica (grafite). Segundo dados publicados no site “Dança de rua” (2008), “era um verdadeiro convite à festa”.

De acordo com o site citado, o “hip hop” é um movimento cultural que começou a surgir de maneira mais representativa nos Estados Unidos, a partir de manisfestações urbanas como o grafite. Era uma forma de reação contra a violência, opressão e discriminação das populações diante da sociedade urbana daquela época.

Segundo dados publicados no site “hip hop.blogs”, esse movimento cultural é definido como:

[...] movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos Estados Unidos que trata sobre os conflitos sociais e da violência urbana vividos pelas classes menos favorecidas da sociedade, com temas como a cultura das ruas, dos guetos, miséria, polícia. É um movimento de reinvidicação de espaço e voz, traduzido nas letras questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas imagens grafitadas pelos muros das cidades.
O hip hop como movimento cultural é composto por quatro elementos (atividades): o canto do rap, a instrumentação do DJ, a dança do break dance e a pintura do grafite. A música hip hop refere-se aos elementos rap e DJ, sendo que o termo "hip hop" é também usado como substituto para o rap. (autor oculto. Disponível em: http://marta-hiphop.blogspot.com/2007/11/definio-hip-hop.html. 2007)

Desde os tempo mais remotos da história da humanidade, o homem aprendeu a utilizar os espaços públicos mais visíveis para expressar sentimentos e emoções através da dança, música, poesia e grafite.

No Brasil, o “hip hop” chegou na década de 80, em São paulo, através das “equipes de baile” (movimento musical), que teve como precursores Nelson Triunfo, Thaíde & DJ Hum, Os Metralhas, Racionais MC's, entre outros, que dançavam nas ruas das cidades. (Autor oculto; Disponível em: http://www.dancaderua.com.br/historia.htm. 2008).

O grafite se destacou, nesse movimento, por ter sido utilizado por gangues americanas que disputavam entre si demarcando becos, muros e trens com seus nomes. Com o passar do tempo, a demarcação foi tomando outro rumo para uma verdadeira e nova forma de expressão artística, em que garotos com seus elementos futuristas ditavam novos estilos com o bico do “spray”. (Autor oculto; Disponível em: http://www.dancaderua.com.br/historia.htm. 2008).

No âmbito mundial, o grafite vem desde à época do Império Romano, conhecido como “graffiti” (plural de grafite, expressão italiana), vindo a se expandir na década de 1970 (período contemporâneo), em Nova Iorque, Estados Unidos da América (autor oculto. Disponível em: www.artigossobre.com/arte/origem-do-grafite-e-da-grafitagem-no-mundo.html, 2009)

Segundo dados publicados no site “Artigos Sobre”, o grafismo é uma arte que surgiu em maio de 1968, na França, durante a revolução cultural através de movimentos políticos estudantis, que impulsionaram discussões e se perpetuam até os dias de hoje, em virtude das críticas recebidas por ambientalistas do mundo inteiro. No entando, o grafismo é defendido por uma grande massa artística, a qual pensa o seguinte sobre a referida arte:

“[...] é uma expressão de sentimento profundo pelo mundo um modo de sentir que se traduz pelo grafitte, recriando a realidade e transformando-a em verdades, tendo o grafiteiro o poder de moldar a vida segundo suas convicções, seus ideais, sua vivência”. (autor oculto. Disponível em: http://www.artigossobre.com/arte/origem-do-grafite-e-da

grafitagem-no-mundo.htmL, 2009)

No Brasil, o grafite foi introduzido no final da década de 70, do século passado, em São Paulo. Teve como grande precursor o Ítalo-etíope, nascido no continente africano, mas com nacionalidade Italiana, Alex Vallauri, que chegou ao país em 1964 para morar e estudar na Faap ( Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, onde começou a fazer pinturas e assinaturas nos muros da Cidade.

No início, os desenhos eram muito simples, sendo aprimorados com o tempo. Vallauri se destacou por diversos trabalhos, um dos mais importantes foi realizado no ano de 1979, junto com Túlio Feliciano, um pernambucano escritor de teatro, autor de um trabalho de arte postal usando xerox, que tomou uma grande dimensão no país, a partir daí, Vallauri passou a ser mais conhecido pelos grupos artísticos.

O artista se destacou, principalmente, por retratar o cotidiano com muito humor e criatividade como se observa na figura abaixo:

O Mágico

(VALLUORI, Alex. Museo de Arte Moderna de São Paulo)

Disponível em: mam.org.br/2008/portugues/default.aspx>

Após a morte de Vallauri, em 1987, foi instituído o Dia Nacional do Grafite, no dia 27 de março, em sua homenagem.

Outro “famoso grafiteiro”, no Brasil, conforme o “Artigo Sobre”, é Juneca, como era conhecido Oswaldo Campos Junior, que criou uma linguagem visual própria em que não havia nada além de concreto. Ficou conhecido por expressar, em seus desenhos, seus próprios sentimentos políticos da época em que foi perseguido pelo ex-presidente do Brasil, Jânio Quadros .

Juneca lutava contra a política da década de 70, a favor da liberdade e por não concordar com os atos e intervenções políticas do período em que o Brasil era presidido por Jânio Quadros, o qual era conhecido como “O Homem das vassouras”.

O artista teve a oportunidade de trabalhar com vários nomes do grafitte, entre eles Pessoinha, companheiro na primeira pichação, Alex Vallauri e Maurício Villaça, que ajudaram a consolidar o grafite como arte urbana, afastando-o da identificação com o vandalismo.

Dentre as obras de Juneca, observe uma das figuras da década de 70 de grande repercussão, em São Paulo.

Grafite de Juneca em frente à casa de detenção, São Paulo.

Disponível em:

Segundo a historiadora Valéria Peixoto de Alencar (2008), no livro “Arte-educação: experiências, questões e possibilidades”, o Grafite “é a maneira de traçar linhas e curvas sob um ponto de vista estético”

Consoante dados do artigo publicado na página “Galeria Pontes”, a professora Edna Pontes dispõe que o grafismo, caracterizado como trabalho de artistas populares, é um meio de integrar as mais diversas categorias artísticas como a interligação entre poesia e moda, poesia e cultura, história, incluindo até artistas não populares.

Em Maceió, entre os grafiteiros da Cidade, destaca-se o alagoano Delson Uchôa, que vive, segundo dados do jornal Gazeta de Alagoas (7/fevereiro/2010), “ [...] dentro de uma obra de arte. Fruto de uma relação intrínseca, intensa e visceral com sua própria necessidade de expressão”. O artista transformou o lugal onde habita em um “objeto vivo”.

Baseado em dados publicados no jornal Gazeta de Alagoas, (7/fevereiro/2010), o Repórter Fernando Coelho argumenta que “grande parte da cidade de Maceió teve seu visual modificado por esculturas, painéis, pinturas e grafittes” oferecendo maior embelezamento à cidade e dando oportunidades aos jovens de poder aquisitivo menos favorecido.

Contudo, o jornalista argumenta, ainda, que “falta muito para Maceió se tornar uma galeria artística a céu aberto”, pois, “[...] essa modalidade de arte ainda é muito confundida com atos de vandalismo [...]”, que se opõe ao conceito de grafitte, sendo este um ato de criatividade expressado nos espaços coletivos.

Na cidade de Maceió, vários bairros passaram por transformações visuais desde que receberam as cores da arte nos muros e paredes públicas.

Em destaque, um dos bairros mais antigos e históricos da cidade, o bairro de Jaraguá, zona portuária, também conhecido por possuir prédios e construções do período colonial, que abrigam bares, restaurantes, museus e também o Porto de Maceió, agora também ganhou mais vida com as obras de grafitte, tornando-se, assim, mais uma galeria urbana ao ar livre.

Observe algumas das figuras grafitadas no bairro:

Bairro do Jaraguá, Maceió


Bairro de jaraguá, Maceió/AL

Bairro do Jaraguá, Maceió/AL

Bairro do Jaraguá, Maceió/AL

Observa-se que a arte no espaço urbano, além de despertar a criatividade e embelezar a cidade, caracteriza-se também por envolver e interligar diversas áreas sociais: como a literatura (poesia), cidadania, arquitetura urbana, história, política etc.

Desde as últimas décadas do século 19, a história da arte assistia a profundas modificações e rupturas. Os modelos vinham sendo valorizados desde a época do Renascimento Italiano. Os artistas da época, acompanhavam as mudanças sociais, econômicas, políticas, filosóficas do mundo e passavam a desejar novas expressões artísticas. (Pitoresco. Disponível em: http://www.pitoresco.com.br/art_data/vanguardas_euro/index.htm. 2008).

Segundo dados do artigo publicado no site “Pitoresco” (2008), “Os Impressionistas, os Pós-Impressionistas e até mesmo os Realistas foram os verdadeiros pioneiros das transformações artísticas que marcariam a arte moderna”. O artigo, ainda, publicou que:

o Século 20, sem dúvida, foi uma época de profundas transformações em todas as esferas da experiência humana e os artistas não podiam manter-se alheios a essas mudanças, o que em parte justifica a profusão de movimentos e ideais artísticos que nele surgiram. (Pitoresco. Disponível em: http://www.pitoresco.com.br/art_data/vanguardas_euro/index.htm. 2008).

Como já dito anteriormente, Paris se destacou por motivar o encontro de importantes figuras das vanguardas européias, em seguida Munique também se tornou um importante centro vanguardista. E dai em diante, o mundo e o Brasil aderiram a arte como um todo e como parte de sua história e cultura.

Assim, o grafite, antes confundido com vandalismo, aos poucos vai ganhando respeito pela estética e despertando os olhares dos curiosos e admiradores mais atração artística. Arte contemporânea e com característica urbana, realizada através de tintas e giz, em muros e paredes públicas da cidade, destacando-se por expressar desenhos e figuras culturais e obras literárias. Vindo, aos poucos, ganhardo mais relevância e admiração no meio social. Até porque, pode-se afirmar que é o maior evento e expressão artrística de rua no mundo inteiro.

Finalmente, este trabalho de pesquisa vem destacar a importância da arte e dos artistas de rua, bem como apresentar o grafite como um tipo de arte que leva o homem a refletir acerca do significado da obra (arte); da motivação do artista e, principalmente, acerca da causa que deu origem a essa manifestação artística. Sem deixar de registrar a sua grande importância e objetivo em integrar as demais categorias artísticas, oportunizando aos jovens talentosos e artistas populares que se encontram marginalizados diante de uma sociedade capitalista a expressarem suas artes populares.

REFERÊNCIAS

ALENCAR, Valéria Peixoto. Grafite, uma forma de arte pública. São Paulo, 2008. Dispon[ível em: http://educacao.uol.com.br/artes/grafite.jhtm. Acesso em> 12 julho 2010

BRASIL. Origem do Grafite. Disponível em: http://www.artigossobre.com/arte/origem-do-grafite-e-da-grafitagem-no-mundo.html. Acesso em: 18 julho 2010

BRASIL. Museo de arte moderna. Disponível em: mam.org.br/2008/portugues/default.aspx> Acesso em: 19 julho 2010

BRASIL. História do Hip Hop. Disponível em: < http://www.dancaderua.com.br/historia.htm> Acesso em: 27 julho 2010

BRASIL. Vanguardas européias. Pitoresco. Disponível em: < http://www.pitoresco.com.br/art_data/vanguardas_euro/index.htm> Acesso em: 29 julho 2010

BRASIL. Hip hop. Disponível em:<http://marta-hiphop.blogspot.com/2007/11/definio-hip-hop.html> Acesso em: 27 julho 2010

COELHO, Fernando. Arte urbana. Jornal Gazeta de Alagoas. Alagoas, 2010

NIEMEYER, Oscar. Arte. Disponível em: <http://www.netmarkt.com.br/frases/arte.html> Acesso em 30 julho 2010

PERCÍLIA, Eliene. Grafitte. BrasilEscola. São Paulo, 2009. Disponível em: http://www.brasilescola.com/artes/grafite.htm. Acesso em: 12 julho 2010

QUINTELLA, Ivvy Pêssoa. Arte Urbana. Domínio Público. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=131916> Acesso em: Acesso em: 20 maio 2009

LIBONATTI, Flávia. A arte do Grafite. Olhar Urbano, São Paulo, 2009. Disponível em: http://olharurbano.wordpress.com/2009/04/15/a-arte-do-grafite/ Acesso em: 13 julho 2010

JUNECA. Arte e Grafite – Artista Plástico. Disponível em: . Acesso em: 18 julho 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Jornada Interartes






Texto do Blog da Jornada Interartes:

Jornada Interartes é um encontro dos pesquisadores do Grupo de Pesquisas e Estudos POÉTICAS INTERARTES, cadastrado no CNPq desde 1999.

O Grupo é liderado pelas professoras Susana Souto e Gláucia Machado, da Ufal, e conta atualmente com 29 integrantes, das áreas de Letras, Filosofia, Dança, Música e Arquitetura. Pesquisadores da Ufpe, Ufpb, Ifal e Universidade Católica de Brasília também fazem parte do Grupo, que privilegia os diálogos das artes com diferentes áreas do conhecimento.

Na Jornada Interartes haverá uma síntese de algumas realizações do Grupo no ano de 2010, com apresentações de resultados de pesquisas e debates.

Às 19 horas, acontecerá o lançamento do livro de poemas MUNDO TORTO, de Gláucia Machado. O livro foi editado em tipografia artesanal pelo designer gráfico Flávio Vignoli e faz parte da Coleção Elixir, dirigida por Ricardo Aleixo, de Minas Gerais.

Flávio Vignoli e Ricardo Aleixo estarão presentes e participarão de uma conversa sobre Livros & Ideias, com a editora do caderno de cultura da Gazeta de Alagoas, Elexsandra Morone.

A Jornada Interartes acontecerá no Auditório da Biblioteca Central da Ufal, quinta-feira, dia 16 de dezembro, das 14 às 21 horas.

Não é preciso fazer inscrição para participar. Entrada franca.

Para saber mais clique aqui

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I Infoguerra

“A primeira séria infoguerra está travada. O campo de batalha é o WikiLeaks. Vocês são as tropas” – John Perry Barlow, poeta norte-americano da linha cyberlibertária, via Twitter

As atuais redes de comunicação estão sob fogo cruzado. Os estados mais poderosos do planeta tentam silenciar todos aqueles que não fazem coro as suas vozes mistifcadoras. Quem acompanhou nas últimas semana as notícias sobre o Wikileaks, que incluem dados sobre o Brasil, viu ontem com indignação, mas sem surpresa, a prisão de Julian Assange, australiano de 39 anos, criador do WikiLeaks, que, antes de ser preso escreveu o texto "A verdade vencerá sempre".
Umberto Eco, estudioso de mídia, ensaísta e romancista, escreveu (clique aqui para ler o artigo) sobre o caso e alertou para o desespero das agências de inteligência de vários países do mundo, ao descobrirem que o Grande Irmão tinha um Grande Irmão observando-o, numa espécie de narrativa encaixada, à semelhança das bonequinhas russas, nas palavras de Eco: "A profecia orwelliana confirmou-se plenamente desde que, controlado cada movimento por telefone, cada transação efetuada, hotéis utilizados, autoestradas percorridas e assim por diante, o cidadão se foi tornando na vítima integral do olho do poder. Mas quando se demonstra, como acontece agora, que mesmo as criptas dos segredos do poder não escapam ao controlo de um pirata informático, a relação de controlo deixa de ser unidirecional e torna-se circular. O poder controla cada cidadão, mas cada cidadão, ou pelo menos um pirata informático – qual vingador do cidadão –, pode aceder a todos os segredos do poder." Quais os limites da informação? Qual a liberdade? Liberdade de quem? Para quê? As respostas ficam cada vez mais evidentes e inaceitáveis.